mar 11
31
Obrigado, Tang, pela graça alcançada
O menino quer suco e não temos laranja!
Foi com essa frase clássica e icônica para quem cresceu nos anos 90 que criamos a referência quase santificada de que refresco pra que quer suco tem que ser Tang
. Mesmo não merecendo.
Ah! Acho válido explicar aqui a diferença entre suco e refresco. Suco é o feito da fruta, contendo, de fato, o suco da fruta. Refresco é o KiSuco. É esse pó químico que misturamos em água pra fingir que estamos tomando suco.
Não tenho lembrança do tempo em que minha família passou muita necessidade, precisando de ajuda dos vizinhos pra ter o que comer. Eu era muito novo. Mas demorou até conseguirmos chegar a um padrão confortável. Danoninho? Que nada! Iogurte
no máximo. Pelo menos era Batavo
.
A questão é que Tang sempre foi a referência de suco artificial. Deveria ser a fruta em pó, sei lá. Mas não tínhamos condições de comprar Tang. Era sempre o genérico. Muitos cruzeiros mais barato. Assim eu cresci sabendo que Tang não era a única opção minimamente saborosa, mesmo sendo a melhor. Mas um dia chegamos ao patamar de tomar Yakult e Danete
todo dia. Tang sempre à mesa.
Quando eu e minha esposa começamos a morar juntos fui surpreendido pela ditadura do Tang. Se não tinha Tang minha esposa não deixava levar nada. Até que a Kraft decidiu exterminar o Tang tradicional e lançou esse terrível Tang Pró. Não dilui. Faz uma espuma esquisita. Horrendo.
Eu e minha esposa ficamos um bom tempo procurando por algum lugar que tivesse o Tang tradicional. Sem sucesso.
Um dia, enfim, minha esposa decidiu dar uma chance para as demais opções. Ela viu que tem coisa muito boa além de Tang. O Frutare de limão, laranja e tangerina consegue ser melhor que o Tang tradicional. Agora minha esposa dá mais chance a marcas novas.
Outro efeito positivo disso tudo foi o fato de estarmos fazendo mais suco de polpa. Tanjal #FTW! E sempre que possível fazemos suco natural também. Tudo graças ao Tang Pró.
Obrigado, Tang, pela graça alcançada.